1. Por que o relevo importa na dispersão
Modelar a dispersão de um gás sobre um mapa plano é uma simplificação perigosa. Na realidade, vales canalizam a nuvem, encostas a desviam e depressões a acumulam. Ignorar a topografia significa subestimar o risco a jusante do vazamento.
Com dados de elevação SRTM (Shuttle Radar Topography Mission, 30 m), é possível simular a pluma sobre o relevo real e ver para onde a nuvem efetivamente vai.
2. Gás denso vs gás leve
O comportamento da nuvem muda conforme a densidade do gás relativa ao ar:
- Gás denso (mais pesado que o ar): tende a se acumular em depressões e seguir o terreno para baixo — GLP, gases pesados.
- Gás leve (mais leve que o ar): tende a subir e se dispersar mais rápido — hidrogênio, metano.
- A escolha do modelo errado leva a uma área de risco errada.

3. Pluma sobre topografia real

4. Do modelo ao mapa de risco
Combinando o relevo, o vento dominante e a substância, chega-se a um mapa de exposição real — que mostra quais comunidades estão de fato a jusante do risco, e não apenas a distância em linha reta.
5. Conclusão
A dispersão baseada em topografia real é um dos avanços mais úteis para a gestão de risco em plantas próximas a vales e encostas. Ela transforma o plano de emergência de genérico em específico para o lugar.
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